BAIRRO HISTÓRICO: Um pedacinho dos Estados Unidos no Ceará - Blog do Walter Lima

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6 de jan de 2014

BAIRRO HISTÓRICO: Um pedacinho dos Estados Unidos no Ceará

Na reportagem de Geimison Maia do jornal o povo publicada em 19 de Setembro mostrou que em meados da década de 1940, o mundo acompanhava os últimos horrores da Segunda Guerra Mundial.

Quem comandou os Estados Unidos durante quase todo o conflito foi o presidente Franklin Delano Roosevelt.

Em Fortaleza, uma praça em homenagem a ele foi oficialmente inaugurada em maio de 1945, segundo o livro “Cronologia ilustrada de Fortaleza”, do memorialista Miguel Ângelo de Azevedo, o Nirez.

Essa praça tem importância vital para os moradores do Jardim América, já que é considerada o “marco zero” do bairro, de acordo com o presidente da Associação de Moradores e Amigos do Jardim América e Bairros Vizinhos (Aaja), Márcio Martins.

Ainda segundo o livro de Nirez, o bairro já teve como nomes Dom Bosco, Barro Preto, Barreiras e Tauape. Márcio complementa e diz que a região também já foi conhecida por Laguna. De início, aquela era uma conhecida região pantanosa da Capital, pouco habitada, onde prevaleciam os sítios.

Márcio Martins destaca que o nome Jardim América faz, sim, uma referência aos Estados Unidos da América. “O governador do Estado, na época, conseguiu uma verba, ajudada pelos americanos, para fazer a terraplanagem dessa área toda, que era muito alagada. E (o governador) fez uma referência: ‘aqui vai nascer um pedaço da América. Ao redor de tanto verde, aqui vai ser o Jardim das Américas’”, narra Márcio que, atualmente, produz o livro “American Garden: um pedacinho dos Estados Unidos no Ceará”, sobre o bairro.

A realidade daquela época, porém, já não é mais tão condizente com a situação atual do bairro. Segundo o Mapeamento das Áreas Verdes de Fortaleza, realizado pela Universidade Estadual do Ceará (Uece), o Jardim América é o que menos possui cobertura vegetal na Cidade, com 0,008 quilômetros quadrados. Neste sábado, dia 21, será realizado o “Dia D do Jardim América”, que vai distribuir mudas de plantas para tentar reverter esse quadro. Também serão apresentados os projetos esportivos, sociais e culturais existente no bairro.

Outra preocupação da associação de moradores é com a identidade dos habitantes do Jardim América. “Começamos a sofrer certa influência do crescimento do Montese. Hoje, somos um dos poucos bairros que luta, de maneira aguerrida, para não ser confundido com o Montese. Isso é crucial para a história cultural do povo. Somos muito bairristas”, orgulha-se Márcio Martins.

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