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22 de jul de 2014

FALTA DE HORIZONTE: Tentativa de rebelião na cadeia de Pedra Branca

Foto ilustrativa Tribuna do Norte
As péssimas condições e a falta de horizonte na maioria das cadeias e presídios do Brasil, muitas as vezes faz com que os detentos tomem atitudes selvagens. Sabemos da falta de desemparo para quem nem precisa de ir para a cadeia e leva a vida no trabalho. Imagine quem precisa cumprir uma pena.

Prisioneiros pela primeira vez, por cometerem, até pequenos delitos, acabam se tornando bandidos, porquê é poder de Deus  um ser sem perspectiva de vida  torne-se  um cidadão comum. Visto que até os trabalhadores massacrados no dia-a-dia já não aguentam mais a falta de sensibilidade dos comandantes públicos. (Presidentes, governadores, prefeitos, vereadores, etc). Na foto ao lado da matéria do jornal tribuna do Norte mostra uma das situações. Para ver clique aqui. 

Neste final de semana, no dia 20, Domingo a polícia da cidade Pedra Branca pediu reforço policial de Milhã, Mineirolândia e Senador Pompeu, para conter um tumulto na cadeia pública daquele município. Os policias locais e o agente penitenciário vendo a necessidade de uma vistoria tiveram que solicitar mais PM's da região. 

Ainda segundo o centro de operações policias militares(Copom), salientou, que antes da solicitação Judicial, o Agente Penitenciário se mostrava desfavorável a vistoria na Cadeia Publica. Forma vistoriadas as celas de nº (01) um; (05) cinco e (06) seis, e segundo a polícia não prosseguindo a vistoria nas demais, por interferência do Agente Penitenciário, que coibiu a vistoria.

Ainda de acordo com o relatório da PM no decorrer da vistoria o Agente Penitenciário ouvindo calunias, realizadas pelo detendo de cujo nome DIAGONAL, o mesmo pensava que as calunias foram realizadas por um policial, e começou a DESACATAR o referido PM, tendo o mesmo lhe dado voz de prisão e conduzido o Agente Penitenciário a delegacia de Policia Civil de Senador Pompeu, onde será lavrado o procedimento por Desacato.

Durante a vistoria foi encontrado os seguintes objetos: CELA 01: uma caixa de som; um pen drive; (02) duas colheres de ferro; (04) quatro cossôcos; (01) um celular com carregador. CELA 06: (02) duas maquinas de corta cabelo; uma barra de ferro de aproximadamente (60) sessenta centímetros.

Uma matéria do jornal O Paraná mostra a rotina de alguns presidiários que têm oportunidades, mesmo dentro da cadeia. Assim segue: Apesar de todos os investimentos em educação para os detentos dentro das penitenciárias, muitos, quando cumprem a pena e voltam ao convívio da sociedade, optam por ingressar novamente no mundo do crime.


É porque do lado de fora da prisão existe muito preconceito e são poucas as empresas que dão ao ex-detento a oportunidade de recomeçar.


Dentro da penitenciária, no Paraná, o preso pode estudar e trabalhar. A maioria entra para a criminalidade pela primeira vez porque não teve oportunidade de frequentar uma escola ou arranjar um bom emprego.


Na PIC (Penitenciária Industrial de Cascavel), por exemplo, os projetos são diversos: canteiros de trabalho dentro e fora da cadeia, por meio de parcerias com a própria prefeitura, que utiliza os serviços dos detentos em várias secretarias; curso de teologia; curso de música, do qual se formou a banda da PIC; cursos profissionalizantes de diversos tipos; atividade religiosa; ensino regular – fundamental e médio; remição pela leitura, onde o preso lê um livro, faz uma resenha e, por meio dela, diminui-se quatro dias da pena; e atividade física como futebol, campeonatos de xadrez, entre outros.

A reportagem de O Paraná fez um levantamento na PEC (Penitenciária Estadual de Cascavel), na PIC, na PEF I (Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu) e na PEF II e também nas cadeias públicas, instaladas nas delegacias de polícia, da região Oeste.

De acordo com o chefe das cadeias públicas da 8ª Região, Joventino José Teixeira, 40% dos detentos já passaram pelo sistema. A região compreende os municípios atendidos pela 15ª SDP (Subdivisão Policial) de Cascavel e os da 20ª SDP, de Toledo.
Somados todos os presos das penitenciárias citadas, são 2.734 detentos. Destes, 602 são reincidentes, ou seja, 22%.
Na PEC, são 989 presos e 174 reincidentes. Na PIC, de 364 encarcerados, 74 já passaram pelo sistema. Na PEF I, o total é de 496 presos e 66 reincidentes; e 885 detentos na PEF II com 288 reincidentes no sistema prisional. Os dados compreendem os detidos em regime fechado e semiaberto.
Mateus Barbieri
Presos trabalham na ampliação da PIC, em Cascavel

Encarcerados ganham novas oportunidades

Condenados, eles ganham na cadeia a oportunidade de recomeçar. É por meio da formação pessoal e profissional que os detentos alimentam a esperança de ter um futuro melhor, no dia em que, para eles, o sol raiar do lado de fora das grades.

Para não expor os presos, a identidade deles será preservada pela reportagem do O Paraná e apenas as iniciais serão utilizadas. J.R. está detido na PIC (Penitenciária Industrial de Cascavel), condenado por tráfico de drogas. Está atrás das grades há quatro anos e três meses. “Para nós é importante trabalhar, ter um salário. Tudo isso contribui para que a gente saia daqui e não faça mais nada de errado”, comenta ele, que trabalha na obra de ampliação da penitenciária.

S.A.L, condenado por assalto a mão armada, já fez 11 cursos profissionalizantes dentro da cadeia. “Quando cheguei, tinha apenas a 4ª série. Eu fui para o mundo do crime porque não tinha profissão, não tinha estudo. Aqui, além da oportunidade de aprender, a gente tem a remissão da pena”, afirma.
O preso terminou o ensino médio e já tem planos para quando sair da penitenciária. “Tenho curso de corte e costura, e quando sair, com o dinheiro que tenho no banco do trabalho daqui de dentro, posso comprar uma máquina e montar uma empresa. Depois da cadeia, tenho muitas opções”, pontua.

Pró-Egresso

Os presos que saíam da prisão foram acompanhados pelo programa Pró-Egresso, programa que fazia contato para que empresas contratassem ex-detentos. Agora, o programa está deixando de existir e se transformando em Patronato Municipal, de acordo com a legislação federal. Os patronatos municipais são desenvolvidos em parceria com o Patronato Central do Paraná.

Segundo a coordenadora do programa, Iris Mirian do Nascimento, em Cascavel o programa ainda está em fase de estruturação, mas trata-se de uma modernização do programa antigo. Mais informações, segundo ela, somente serão divulgadas quando da instalação do Patronato, e a previsão é para julho. O programa é desenvolvido em parceria com a Seju (Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos) e recebe apoio financeiro para a realização da assistência multiprofissional e multi-institucional a egressos do sistema prisional, beneficiados com a progressão do regime semiaberto.

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